sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Perfume

Vou recomendar um filme francês maravilhoso, isso mesmo, não foi produzido pela imensa indústria de Hollywood, LA, Califórnia. Foi produzido, dirigido por gênios do cinema da França.
Trata-se de "Perfume. A História de um Assassino".
Não se impressione com o título, e nem comece a odiar o protagonista antes de conhecer essa história linda e impressionante.

Jean-Baptiste Grenouille nasce em Paris no século XVI em 1738, numa banca de mercado onde trabalhava sua mãe. Conseguiu se livrar da morte do quinto filho de sua mãe, porque chorou, o que os outros não fizeram e foram jogados no esgoto pela mãe. Sua primeira voz, foi a que levou sua mãe à forca.
Dali foi pra um orfanato e explorado até os 13 anos. Depois foi vendido a um dono de curtume que também o explorou muito tempo. Só que além de por alguma razão ele se agarrar à vida de uma maneira impressionante, ele tinha um dom fora do comum.
Não vou contar mais nada! A película é maravilhosa, com uma atuação surpreendente do jovem ator, que pra mim, merecia ao menos uma indicação ao oscar. Sem falar que tem uma participação muito especial do melhor ator da sua geração, Dustin Hoffman. 
Atentem pra uma coisa quando for assistir qualquer filme. Se na abertura, aparecer a realização ou a participação de Constantin Films, pode assistir sem receio que é uma produção maravilhosa. Essa compania é super seletiva com o que produz. É isso, beijo do Godoy e boa diversão!

Até a próxima!




sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A interpretação da Arte

Já faz alguns anos que penso e reflito nisso e hoje resolvi escrever sobre num dos meus blogs que estão abandonados há tempos. Na verdade há 3 anos quase.
É sobre como eu penso que acontece a interpretação de uma obra de arte, seja ela pintura, escultura, música, literatura e até a sétima arte do cinema que sou muito fã.


Eu tenho certeza que a arte foi feita para todos sem exceção, pra gente de todos os níveis sociais, culturais e financeiros. Ela não foi feita só para alguns, seja ela classificada como sofisticada ou popular. Já conheci e vi casos de um lavrador que mal sabia assinar o nome ficar embevecido ao ouvir uma ópera. E já vi milionários muito bem educados dançando pagode e rebolando muito. O ser humano é um só.

A arte é apreciada em camadas.

Por exemplo, uma pessoa simples que veja um quadro de Vincent Van Gogh(escolhi esse que eu adoro), se for muito instruído vai ver um pouco além só da imagem, se for uma pessoa PhD num monte de coisas, vai enxergar algo mais. Mas se for uma pessoa humilde e simples, vai enxergar só a imagem. Agora independentemente se for rica, pobre, instruída ou analfabeta, se tiver sensibilidade, vai interpretar em camadas mais profundas aquela obra, dentro do seu individualismo. Pois a capacidade de ver é conforme o seu ser determina. Como foi sua vida, suas experiências, ambiente de criação, coisas que presenciou, enfim, cada interpretação é única, assim como é uno cada ser sobre essa Terra.


Usei como exemplo 3 grandes obras que gosto muito. Uma pintura de Van Gogh “Quarto em Arles”, uma fase atormentada da sua vida(Primeira imagem). O clássico livro “Moby Dick, A Fera do Mar” de Herman Melville, e o Filme “
Contatos Imediatos de Quarto Grau”.



Então, tudo isso pode ser visto, admirado, lido e assistido por pessoas de qualquer nível intelectual, social ou de sensibilidade. Só que cada indivíduo vai enxergar, sentir, vivenciar e extrair aquilo que o seu “eu” é capaz.
Mas não é por isso que essa ou aquela arte tem que ser limitada a uma elite. Todos tem direito a acessar todos os tipos de arte e vivenciar a sua própria experiência. Já começamos a caminhar pra essa acessibilidade.


Um grande exemplo entre outros, é do grande maestro e pianista brasileiro João Carlos Martins, que tem uma história linda de superação, e mesmo com sua deficiência, persistiu e hoje continua sendo um músico maravilhoso levando sua arte aonde ninguém tem acesso. Um espírito de luz sem dúvida.
Bom chega né? Poderia falar sobre esse tema até depois de amanhã, mas a última coisa que eu quero é deixar alguém entediado. Só quis expor meu pensamento. Beijo a todos! Até a próxima!





quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dias de Puro Encantamento



Há muito tempo atrás, quando tinha uns 17 ou 18 anos, no começo dos anos 80, de vez em quando eu e uns amigos, no período das férias, íamos ficar acampados na Represa do Funil e pescando por vários dias. Naquela época só havia uma ou outra fazenda antiga e muito distante uma da outra, e na maioria dos locais, a gente ficava e se sentia completamente isolados, e era uma sensação muito agradável. Nesse tempo havia em pontos estratégicos de pesca, alguns barracos feitos pelos pescadores que eram simplesmente uma estrutura de paus de eucalipto com cobertura de sapê, e totalmente destituída de paredes, e a única coisa que havia embaixo desse telheiro de mato era um fogão de lenha bem rústico também mas bastante funcional. Conheci e fiquei em pelo menos dois desses barracos.


Ficávamos em média uns 3 dias pescando e vivendo como índios nesse paraíso. A maioria como eu ficava o dia todo só de cuecas ou sunga de banho, e era exatamente como índios que nos sentíamos. A gente levava o básico do básico pra essas incursões; Arroz, macarrão, batatas, óleo, sal e duas panelas velhas, que na maioria das vezes, deixávamos no rancho pra que outros usassem. A pesca era farta e graúda, e passávamos o dia pescando e explorando os arredores do acampamento. Antes de escurecer, reuníamos mais lenha para cozinhar e para a fogueira que ardia toda noite a alguns metros do acampamento, e às vezes, diante dessa fogueira onde as mentiras de pescadores eram contadas à noite na sua mais pura essência e sem nenhum pudor, é que surgiam brotando da escuridão da noite, personagens inesquecíveis. O que eu mais gostava, e que aparecia sem a gente esperar e dava cada baita susto na gente, era o falecido caboclo João Mineiro, o Psicodélico. Trabalhava numa fazenda e sua tapera onde morava sozinho e Deus, não era muito longe de um dos barracos. Apesar de falar muito enrolado e a gente só entender a última palavra de cada frase que ele dizia, a gente se comunicava muito bem, tanto no mato como quando ele ia na cidade. Sempre levava um leite de curral, algumas verduras, e até um feijão novo ajudando a variar o nosso cardápio de arroz,batata e peixe. E claro, solicitava um gole da marvada, que ele sabia que não faltava no acampamento.
Nesses dias tudo era mágico, fatos corriqueiros que não damos a menor bola no nosso dia a dia, como o amanhecer, o pôr do sol, a noite coalhada de estrelas, tudo isso ganhava tonalidades de um encanto impossível de descrever com palavras. A sensação de isolamento e liberdade eram incríveis. Esses dias jamais sairão da minha lembrança!
Há algum tempo atrás, eu estive praquelas bandas acompanhando um amigo à trabalho e fiquei surpreso com o que vi. Aqueles ermos solitários e tão bonitos estavam repletos de sítios, fazendas, e incontáveis malocas de pescadores. O lugar perdeu todo o seu encanto agreste e bucólico. Uma pena...! Mas o mundo é assim!

Um grande abraço a todos e principalmente aos meus companheiros nessas aventuras; Zé Ricardo, Barata, Dragão, Bico Branco, Pipinha, Robertinho e os que já estão com Deus, Waldyr Monstro e Oswaldinho.
 

 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Antes do Big Bang



A ciência nos ensina e nos prova que o Universo se criou com uma grande explosão no cosmo há 13,7 bilhões de anos, o Big Bang. Mas o que havia antes??? O grande físico Lawrence Krauss explica que, com base nos conhecimentos de ponta atuais, é plausível imaginar a hipótese de que o Universo tenha surgido a partir do nada. E a partir do nada, o Universo teria evoluído por meio de processos naturais que levaram à formação de átomos, moléculas, estrelas, planetas e galáxias.

Como assim surgiu do nada??? Nosso Universo tem todas as características de um universo criado a partir do nada. É surpreendente, mas uma das descobertas mais notáveis da astrofísica moderna é que o vácuo espacial não é vazio. O vácuo pode ser inteiramente vazio de matéria, mas não de energia. Se pudéssemos observar o vácuo em dimensões infinitamente pequenas, em lapsos de tempo infinitamente curtos, veríamos que o vácuo é tudo, menos estático, e que nele partículas pipocam a partir do nada e desaparecem instantaneamente. Em determinadas condições entretanto, essas partículas virtuais não precisariam necessariamente desaparecer. Elas poderiam não só continuar existindo, como se multiplicar, dando origem a um Big Bang e a um novo universo em expansão. A evidência de que isso pode ter sido realmente o caso da origem do nosso Universo é um feito notável.
Mas com certeza isso não aconteceu apenas uma vez, e esse pipocar de partículas com certeza criou outros Universos. Tudo leva a crer nisso e podemos viver na verdade num Multiverso, e o nosso Universo pode ser um entre infinitos outros de um Multiverso que é eterno e infinito, e eu creio muito nisso.
Já está provado cientificamente que o Universo se encontra em expansão, decorrente do Big Bang há quase 14 bilhões de anos atrás. Mas se ele continuar se expandindo, num momento tudo vai desaparecer e virar o nada novamente. Algumas pessoas quando sabem disso, começam a achar a vida sem sentido e ficam até deprimidas. Mas eu não! Acho que a vida não precisa ter nenhum sentido, a não ser aquele que damos à ela. Na verdade eu acho tudo isso muito revigorante, justamente porque a vida terrena é efêmera, e todos nós devamos tirar o máximo proveito dessa breve passagem que desfrutamos sob o Sol. Devemos aproveitar ao máximo o fato de evoluirmos com uma consciência que nos possibilita apreciar a beleza do cosmos, ao mesmo tempo que tentamos melhorar a vida na Terra.
O nosso Universo é muito antigo. Todas as evidências de que um dia há 13,7 bilhões de anos atrás aconteceu um Big Bang ainda podem ser vistas por meio de observatórios astronômicos. Através da observação por eles, se verifica que as galáxias estão se afastando cada vez mais rápido umas das outras, e no futuro, estarão tão longe da nossa Via Láctea que não poderão mais ser observadas. Elas desaparecerão no breu cósmico. Pra um bom entendimento, será como se nunca tivessem existido. Uma civilização que viva num planeta da Via Láctea naquele futuro jamais saberá como o Universo surgiu! Acho tudo isso fascinante!
Espero que tenham gostado! Pesquisei muito pra escrever isso e fiz um resumo de tudo que eu li e achei pertinente.

Saúde e paz, e um grande abraço do Hélio Godoy!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Linux no Notebook


Apesar de sempre ter ouvido falar do Sistema Operacional Linux, foi de uns 5 anos pra cá que eu comecei a pesquisar e testar diversas versões no desktop, sempre em busca do Linux perfeito pra mim. Mas só há uns seis meses que eu resolvi instalar um sistema operacional Linux no meu notebook. Apesar de achar o Windows 7 um sistema fantástico(uso no desktop), a filosofia do Linux sempre chamou minha atenção, com sua filosofia de software de código livre e para todos.
Comecei testando a distro Ubuntu que é a mais indicada para iniciantes, e que já havia experimentado num antigo Desktop.
Testei várias versões, da 9.04 até a 11.10 que é a mais recente num desktop mais moderno.
Quando comecei as experiências em notebook algumas simplesmente nem carregaram em live cd, e outras consegui abrir e testar.  Entre elas, o Linux Mint 11 e 12, Big Linux, Puppy Linux(versão minimalista) e Mandriva 2011, sendo que essa última versão, é  considerada  por muitos usuários de notebook, a melhor para portáteis. Depois de testar muitas versões, resolvi instalar definitivamente no notebook a versão Linux Mint 11 que foi a que se portou de maneira mais estável e eficiente.
Porém, quando já havia instalado essa versão, 2 dias depois descobri a LMDE, que quer dizer Linux Mint Debian Edition.
Sendo que o Mint sempre foi baseado no Ubuntu, essa versão por sua vez, é baseada no Debian. Isso a torna mais rápida e estável que as outras derivadas do Ubuntu. E mais uma coisa, é uma versão rolling release, ou seja, ela não precisa ser reinstalada do zero com CD/DVD a cada nova versão de 6 em 6 meses. Ela mesmo se atualiza automaticamente.
Diante de tantos comentários positivos dos usuários entendidos, resolvi baixar, gravar o DVD(1,2GB), e rodar em live dvd pra testar a versão Linux Mint Debian Edition.
Gostei muito e acabei instalando no HD e estou usando já há alguns dias, e o que eu posso dizer é que nunca senti tanta segurança em utilizar uma distro Linux quanto agora. Por mais que o Ubuntu seja fácil e estável, sempre acontecia alguma coisa pra queimar a mufa da gente, mas mesmo num notebook positivo com a m*#+! do chipset Sys Mirage 671 que é uma bomba, o LMDE reconheceu de cara todos os hardwares do note e logo após a instalação estava tudo funcionando perfeitamente, inclusive as ferramentas de notebook, como rede wireless e um ótimo monitor de bateria. O vídeo SYS 671/672 que é uma luta pra achar driver para Linux, já entrou direto configurado com a resolução máxima. Outro ponto positivo do LMDE, é o consumo de energia bem abaixo do Windows 7 e do Linux Ubuntu, sendo que o teste que fiz usando só a bateria, ela durou pelo menos 30% a mais. A elegância e a praticidade do Linux Mint aliadas à leveza, estabilidade e rapidez do Debian foi realmente uma grande sacada.
Na verdade, os projetores de notebooks enfrentam um desafio muito grande para integrar todos os hardwares de um desktop num espaço muito limitado e pequeno, e por isso, não é nada fácil achar uma distro Linux que se adapte 100% num portátil, mesmo porque existem centenas de versões Linux.
Conlusão: Se você achou uma distro que está rodando sem problemas e atendendo todas as suas necessidades, pode estar certo que sua busca terminou. Fique com ela e se aprimore cada vez mais, pois é muito improvável, ou pelo menos muito difícil voce achar outra versão Linux que se enquadre melhor na sua máquina
Ainda pode ser cedo pra afirmar, mas pelo menos para notebooks sinto que a achei a versão perfeita para o meu caso.
Pra mim dificilmente vai haver uma distro Linux mais estável e completa como essa.

Agora sou livre!! Agora sou Linux!!
Qualquer mudança, atualizarei esse post!
Um grande abraço do Godoy!